"O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis."
José de Alencar

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

“Cuidado com os burros motivados”


A revista Isto é publicou esta entrevista por Camilo Vanucci, gostei e resolvi compartilhar.
O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.
Em “Heróis de Verdade”, o escritor combate a supervalorização das Aparências, diz que falta ao Brasil competência, e não auto-estima.
ISTOÉ – QUEM SÃO OS HERÓIS DE VERDADE?
Roberto Shinyashiki — Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe.
O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura.
Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes.

E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados.
Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa.

Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes.
Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros.
São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.
ISTOÉ — O SR. CITARIA EXEMPLOS?
Shinyashiki — Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos,empregado em uma farmácia .
Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis.
Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem.
Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”.
É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes.
O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana.
Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata?
Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.
ISTOÉ — Qual o resultado disso?
Shinyashiki — Paranóia e depressão cada vez mais precoces.
O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim.
Aos nove ou dez anos a depressão aparece.

A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança.
Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos.
Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas.
Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

ISTOÉ – Por quê?
Shinyashiki — O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento.
É contratado o sujeito com mais marketing pessoal.
As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência.
Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras.

Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa.
Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei-a na hora.
Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.

ISTOÉ — Há um script estabelecido?
Shinyashiki — Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um Presidente de multinacional no programa O aprendiz ?
“Qual é seu defeito?”

Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal:
“Eu mergulho de cabeça na empresa.
Preciso aprender a relaxar”.
É exatamente o que o Chefe quer escutar.

Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido?
É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.
O vice-presidente de uma as maiores empresas do planeta me disse:

” Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir”.
Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?

ISTOÉ — Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Shinyashiki — Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento.
Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência.
CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS.
Há muita gente motivada fazendo besteira.
Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado.
Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão.

Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado.
Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia.
O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.
ISTOÉ — Está sobrando auto-estima?
Shinyashiki — Falta às pessoas a verdadeira auto-estima.
Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa.

Antes, o ter conseguia substituir o ser.
O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom.

Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer.
As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam.
E poucos são humildes para confessar que não sabem.
Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim.
Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

ISTOÉ — Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Shinyashiki — Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis.
Quem vai salvar o Brasil? O Lula.
Quem vai salvar o time? O técnico.
Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta.

O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia:
“Quando você quiser entender a essência do ser
humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham”.
Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia.
Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo.

A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.
ISTOÉ — O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Shinyashiki — Exatamente.
A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso.

Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar
suas vidas e se decepcionaram.

A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.
ISTOÉ — Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Shinyashiki — Tenho minhas angústias e inseguranças.
Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente.
Há várias coisas que eu queria e não consegui.
Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos).

Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos.
Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse.
Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo.

O resto foram apostas e erros.
Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo.

Um amigão me perguntou:
” Quem decidiu publicar esse livro?”
Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu.
Não preciso mentir.

ISTOÉ – Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Shinyashiki — O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las.
São três fraquezas.
A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança.
Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram.
Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno.

Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards.
Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates.

O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.
ISTOÉ — Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki — A sociedade quer definir o que é certo.
São quatro loucuras da sociedade.
A primeira é instituir que todos têm de ter
sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.

A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.
A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder.
O resultado é esse consumismo absurdo.
Por fim, a quarta loucura:
Você tem de fazer as coisas do jeito certo.

Jeito certo não existe!
Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.
Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.
Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.
Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.
Quando era recém-formado em São Paulo,
trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.

Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.
A maior parte pega o médico pela camisa e diz:

“Doutor, não me deixe morrer.
Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz”.
Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada.

Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.
Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida .

terça-feira, 19 de novembro de 2013

A crítica a agroecologia de Zander Navarro e seu “autismo científico”

Em recente artigo publicado no O Estado de S. Paulo, o sociólogo e professor aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Zander Navarro, escreveu o texto intitulado Fadas, duendes e agricultura, em que deslegitimava o modelo de produção agrícola baseado na agroecologia.
Nele, Navarro critica o recém lançado Plano Nacional de Agroecologia e Agricultura Orgânica, do governo federal, chamando-o de fictício, ridículo, absurdo e algo inacreditável e espantoso.
Em resposta a Zander Navarro, José de Souza Silva, Ph.D. em Sociologia da Ciência e Tecnologia, rebate os argumentos do sociólogo a mercê do agronegócio, a quem considera “autismo científico”.
Para José de Souza Silva, Navarro afirma que o desempenho produtivo da agricultura brasileira produz sustentabilidade, quando o modo capitalista global de produção e consumo replicado pelo agronegócio é a causa profunda da vulnerabilidade do Planeta.
Em contrapartida, ao propor “o cultivo das relações, significados e práticas que geram, sustentam e dão sentido à vida humana e não humana, a agroecologia é um obstáculo à acumulação infinita num planeta finito. Por isso Zander é tão agressivo em sua defesa implícita do agronegocio; a agroecologia é o ‘novo inimigo a combater’”.

Confira o artigo

A hybris do ‘ponto zero’ e o ‘autismo científico’

Por José de Souza Silva
Poderia ser o “dia da arrogância científica”, mas este foi apropriado por Zander Navarro com Fadas, duendes e agricultura publicado no Estado de São Paulo (30/10). Melhor designá-lo como o dia do ‘autismo científico’.
O autismo é um transtorno global do desenvolvimento que ocorre na infância e institui um mundo particular para alguém que passa a operar dentro de seus limites. O caso desse autor revela um novo tipo de autismo, o ‘autismo científico’. Este é um transtorno no sistema de verdades, sobre o que é e como funciona a realidade, que ocorre entre cientistas durante sua (de)formação profissional.
Cientistas afetados vivem num mundo especial e não operam fora dele. O fenômeno pode ser entendido a partir do significado da hybris (ou hubrys) do ‘ponto zero’. O filósofo colombiano Santiago Castro-Gómez explica que a ideia de ciência moderna supõe um conhecimento que nega seu lugar de enunciação para legitimar sua neutralidade e universalidade. Mas é essa pretensão de autoridade absoluta que constitui a mais radical das posições políticas.
A aspiração de universalidade nega outras formas de conhecer e intervir e transforma o detentor da razão e da verdade no legítimo porta voz de todos. A hybris é a prepotência do ‘ponto zero’ (não-lugar), a arrogância de quem nega seus interesses humanos, posição política e subjetividade para falar em nome de todos.
Zander vive no ‘ponto zero’. Isso o autoriza a definir quem pode ou não enunciar certas verdades, discernir entre o certo e o errado, distinguir o falso do verdadeiro e separar o joio do trigo. Ele vive na Casa de Salomão que Bacon propôs em Nova Atlântida, a ciência organizada que cria as verdades com as quais o Estado governaria a sociedade.

Leia:
Para agrônomo, agroecologia é ciência, consciência e persistência 
Produção agroecológica rege o funcionamento de cooperativa no Paraná 

Furioso com o governo federal, por lançar o Plano Nacional de Agroecologia e Agricultura Orgânica sem visitar a Casa de Salomão nem consultar os semideuses habitantes do ‘ponto zero’, o autor condena o “fictício” conteúdo da proposta, a “ridícula” iniciativa do governo, o “inacreditável” edital do CNPq para fomentar a misteriosa agroecologia, os “espantosos” R$ 98,3 milhões do MDA para ampliar os processos de agroecologia já existentes, os “militantes” que organizaram esse assalto à razão e os “ideólogos” que enquadraram o Planalto em algo tão “absurdo”. Todos estão errados; só ele está certo. A elite científica da Casa de Salomão não autorizou o Plano.
Esquecendo que um cientista atua sob a autoridade do argumento e não sob o argumento da autoridade, o autor perde a razão e faz afirmações autoritárias que o colocam na situação frágil que ele só percebe naqueles que critica.
Condena o Plano por não definir agroecologia, sem definir o que é ciência ao acusar a agroecologia de não ser uma ciência; critica a complexidade dos sistemas agrícolas e defende a uniformidade da produção moderna (mono-cultivos), sem informar que, na natureza, a uniformidade significa vulnerabilidade; afirma que o desempenho produtivo da agricultura brasileira produz sustentabilidade, quando o modo capitalista global de produção e consumo replicado pelo agronegócio é a causa profunda da vulnerabilidade do Planeta.
A tarefa secreta cumprida pelo artigo foi realizada com a maestria de quem domina a arte do “jogo sujo das sombras” que o autor condena em seu artigo. Usa a estratégia do Papa Leão XIII no texto da Rerum Novarum publicada em 1891. Nela, o Papa faz uma defesa do capitalismo, sem falar seu nome, ao defender a propriedade privada como um “direito natural”. Zander também defende o capitalismo, sem falar nele, ao condenar os agroecologistas como anticapitalistas. Esta é a “agenda oculta” de um guardião do capitalismo.
Propondo o cultivo das relações, significados e práticas que geram, sustentam e dão sentido à vida humana e não humana, a agroecologia é um obstáculo à acumulação infinita num planeta finito. Por isso Zander é tão agressivo em sua defesa implícita do agronegocio; a agroecologia é o “novo inimigo a combater”.
Curiosamente, Zander não informa que hoje o saber científico continua imprescindível, mas é apenas um entre outros saberes relevantes e que, dentro da ciência, não existe apenas uma forma de fazer ciência, a positivista prenhe do gene do autismo científico.
Emergem outras opções paradigmáticas, como o neo-racionalismo, neo-evolucionismo e construtivismo. O paradigma positivista perdeu seu monopólio; sua contribuição continua imprescindível, mas restrita aos fenômenos físicos, químicos e biológicos cuja natureza e dinâmica não dependem da percepção humana.
Vinculada à mudança conceitual no processo de inovação, a agroecologia emerge com o construtivismo percebendo a realidade como uma trama de relações, significados e práticas entre todas as formas e modos de vida. Para Zander, o mundo é um mercado onde a existência é uma luta pela sobrevivência através da competição. Salve-se o mais competitivo!
A Casa de Salomão cultiva uma ciência para a sociedade, mas não da sociedade. A ciência praticada aí, que já foi imperial, colonial e nacional, é agora uma ciência comercial comprometida com a sustentabilidade da acumulação capitalista e não com a sustentabilidade dos modos de vida.
Na Casa de Salomão onde reside Zander, o que não emana do mercado, não serve ao mercado e não pode ser traduzido à linguagem do mercado, não existe, não é verdade ou não é relevante. Até quando? A que custo?



Por Página do MST

quinta-feira, 19 de setembro de 2013


PALESTRA DO CREDIAMIGO NA CIDADE DE PICUÍ/PB

Amanhã 20 de setembro de 2013, palestra do Crediamigo na cidade de Picuí às 17:00 hs no Salão Paroquial. O púbico alvo são: vendedoras da Avon, Natura, Boticário, Mary Kay, pessoas que desenvolvem atividades comerciais na informalidade e microempreendedores


domingo, 15 de setembro de 2013

Evento do Crediamigo com Beneficiários do Bolsa Família



Na próxima quarta - feira (18/09/13), o

Crediamigo realizará um evento com os

 beneficiários do Programa Bolsa Família na 

cidade de Baraúna/PB, as 14:00 hs na 

câmara municipal.

sábado, 14 de setembro de 2013

VAMOS DEIXAR OS ANIMAIS SILVESTRES VIVER

VAMOS DEIXAR OS ANIMAIS SILVESTRES VIVER



Timbú Foto: João Paulo de Oliveira Silva
Ultimamente tenho me deparado com determinadas aves e animais que tem me encantado por tamanha beleza, primeiro um Timbú, que dificilmente encontramos  na nossa região da Caatinga, mas que de vez em quando dar o ar da graça, e pra quem aprecia e respeita a natureza, tem pelo menos a oportunidade de tirar uma foto e guardar como lembrança, até porque não sabemos até quando esses animais continuarão  a existir devido a caça desenfreada e a forma negativa como o homem trata a natureza. Um dia desses enquanto exercia minhas atividades como  cidadão do campo, vi pulando entre os galho secos das árvores três casais de Cancãos, que infelizmente não tive a oportunidade de fotografá-los por não estar equipado no momento.

Neste mesmo dia encontrei perto de um tanque de pedra, um casal de Pica Pau, que não se importaram muito com minha presença e deixaram que eu chegasse bem perto, aves estas tão bonitas e encantadoras quanto as anteriormente mencionadas. Hoje pela manhã, me surpreendi novamente, desta vez não com aves mas com uma espécie animal chamada de Sagui ou popularmente Soim, que  apareceu quando estava eu colocando água para o gado, certamente estava ele ou ela a  procura de água ou de comida para ele(a) e  pro seu filhote que como uma mãe que cuida de seu filho carregava nas suas costa, naquele momento.

É realmente muito bonito e interessante ver um animal, uma ave ou até uma árvore! poder fotografar e etc, mas, não foi apenas para que você veja a foto do Timbú que escrevi este texto. Caro leitor! Mas, para pedir para que cada um que vir a lê estas palavras  possam refletir um pouco sobre o meio ambiente que vivemos, e que destruímos a cada dia, estes animais que aqui me referi, pode para alguns não ter nenhuma importância, porém, na nossa terra já existiu até papagaio e onça e não existem mais,por que acabamos com tudo, estes que ainda existem encontram -se no seu limite, vivendo sem água, sem floresta, sem alimentação e tendo que escapar todos os dias das mãos dos seres humanos, que matam, prendem, machucam e se possível alguns, não todos, acabam com a raça de qualquer animal ou ave como se eles não tivessem importância, nenhuma.

Temos que entender que principalmente as aves dormem cedo e acordam cedo, pois precisam  alimentar seus filhotes, espalhar sementes pelos campos e florestas, fazer polinização das flores e etc, e acima de tudo lutar pela vida,  sem ter o direito de falar uma só palavra,apenas se manifestam através do seu canto que por sinal lhes trazem perigo e é o motivo da extinção de muitas espécies.

Então  meus amigos, eu convido vocês a pensar o meio ambiente de uma forma diferente, onde o planeta é a sua  casa, e os animais, aves,plantas, insetos e outros seres vivos são os objetos que as compõem,e a partir do momento em que uma espécie acaba,é como que um pedaço dela deixasse de existir e que se não tiver cuidado  com o tempo ela vai se acabando, se acabando, se acabando até não ter mais concerto.
E aí você vai querer dormir ao relento?

Vamos mudar as nossas atitudes, em relação as aves e animais silvestres  de nossa região, evitando principalmente a caça e a prisão das aves e animais, e sempre que possível evitar matar animais como raposa, gato do mato  guachinin e tatu nas estradas.

João Paulo de O.Silva. Agroecólogo

terça-feira, 11 de junho de 2013

Estudante é internado após inserir no Currículo Lattes uma participação em quermesse




Mais uma patologia mapeada pelos psiquiatras: a Síndrome Lattes.

Uma estranha psicopatologia vem tomando uma parcela dos universitários brasileiros e causando rebu entre os psiquiatras. Trata-se da Síndrome Lattes, cujo nome deriva da Plataforma Lattes: distinta entre os estudantes e professores universitários por ser a base do indispensável e burocrático Currículo Lattes.

O Lattes, assim popularmente conhecido, é uma espécie de embarcação meritocrática que facilita a navegação no oceano universitário das vaidades. Considerada uma patologia de grau intenso, a Síndrome Lattes impele o adoentado a montar uma realidade paralela que costuma identificar ao seu currículo que passará a estar repleto de atividades não-acadêmicas, invencionices e ocupações excêntricas. Tudo isso sustentado por uma linguagem privada ou mesmo esquizofrênica. “Quanto mais o infeliz atualiza o Currículo Lattes, seja participando de eventos estranhos ou escrevendo textos esquisitos, mais a contingência por atualizá-lo aumenta”, afirma o Dr. Carlos Aleiva, da USP.

Foi o que aconteceu com Plínio Caldas da Silva, estudante de Ciência Política na UNIFESP da Baixada Santista. Ao passar uma tarde na Quermesse da Gota de Leite, tradicional em Santos, Carlos voltou até sua casa com um comportamento que deixara de ser inabitual. “Carlinhos saiu dizendo que ia realizar um trabalho de campo para uma disciplina de Antropologia. Para mim, apenas uma quermesse. Chegou angustiado em casa, abriu o Currículo Lattes, atualizou, soltou um grito atemorizante e me deu um abraço forte.

Semana passada, doou sangue no Hospital Beneficência Portuguesa e pôs no currículo que se tratou de uma participação em evento internacional. Não sabia mais o que fazer e acabei por interná-lo!”, afirmou Maria Neuza da Silva, mãe.



Caso inicial da Síndrome.
Se você é ou tem um estudante universitário em casa, FIQUE ATENTO AOS SINTOMAS.

• Horas perdidas na Plataforma Lattes buscando o currículo dos amigos;
• Locução constante sobre o próprio Lattes;
• Narcisismo exacerbado acerca de comunicações apresentadas ou artigos escritos;
• Exposição constante e angustiada nas redes sociais acerca dos próprios méritos;
• Corrida ininterrupta por bolsas e viagens para congressos [cujos temas são risíveis];
• Esquecimento progressivo da cerveja, dos sorrisos, da família, dos amigos [concorrentes], do trivial e do motivo mesmo da doença: as pesquisas.