"O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis."
José de Alencar

domingo, 5 de agosto de 2012

AJUDE A PRESERVAR A CAATINGA E GANHE UM LIVRO "CAATINGA UM NOVO OLHAR"


Você pode ajudar a preservar a Caatinga, essa floresta exclusivamente brasileira, e ainda ganhar o livro “Caatinga Um Novo Olhar”, uma publicação fotográfica incrível sobre o nosso bioma! Para saber como, entre em contato conosco através do e-mail caatinga@acaatinga.org.br. Contamos com você!
Sobre o livro “Caatinga um Novo Olhar”:

Após dois anos  livro de fotografias “Caatinga um Novo Olhar”, editado pela Tempo d´Imagem. O objetivo da obra é sensibilizar a sociedade para a preservação da Caatinga, bioma tipicamente brasileiro, desmistificando o imaginário de espaço seco e sem vida. A seleção de imagens é assinada por 17 fotógrafos renomados, como Araquém Alcântara, Celso Oliveira, Renato Stockler, Maurício Albano, Sheila Oliveira, Alexandre Gambarini, entre outros.
O projeto “Caatinga: um Novo Olhar” surgiu do desejo de mostrar às pessoas uma Caatinga nunca antes vista, com sua exuberância, diversidade e uma riqueza cultural de impressionar. Considerada por estudiosos a região semiárida mais povoada e diversa do planeta, a Caatinga é vista com suas cores, matizes, formas e pessoas pelas lentes dos fotógrafos.
Com texto de apresentação de Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e principal líder socioambiental no Brasil, o livro é dividido nos capítulos: “A Caatinga é uma Floresta” mostra árvores, florestas, serras e detalhes das reservas naturais da Caatinga; em “Águas da Caatinga”, fotos de rios, riachos corredeiras e cachoeiras contestam a visão de terra unicamente árida; “A Biodiversidade na Caatinga” mostra a colorida e diversa fauna e flora, com aves, répteis, mamíferos, insetos e flores, com espaço especial para o Tatu-bola, espécie endêmica típica do bioma e que concorre para ser o Mascote Oficial da Copa do Mundo 2014 de futebol; em “Cores e Texturas da Caatinga”, detalhes de paisagens que, em alguns momentos, são apresentadas em tempo de seca e de chuvas, revelam o contraste de cores e tons, de relevo e de descobertas, como troncos de árvores de formatos diferenciados e espécies de cogumelos; e em “Convivência na Caatinga”, mostra-se a vida, a realidade e os traços de quem convive diariamente com o bioma, o sertanejo, seja ele criança ou adulto, o agricultor, os animais. O livro se encerra com imagens do Centro Ecológico Samuel Johnson, mantido pela Associação Caaatinga, e da Reserva Natural Serra das Almas, em Crateús (CE), onde se localiza Centro.
O livro “Caatinga: um Novo Olhar” é uma realização da Associação Caatinga, através da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, com patrocínio da Coelce, Ceras Johnson, Banco do Nordeste (BNB), BSPAR, Sistema SESI/FIEC, Sindcarnaúba, e com as iniciativas de pessoas físicas, como Roberto Macêdo, José Dias de Macêdo, Charles Young e Maria Angélica Figueiredo, saudosa conselheira da Associação Caatinga.

VAMOS DAR UMA FORÇA PARA A CAMPANHA CONTRA OS AGROTÓXICOS!


O Brasil alcançou um triste recorde: é o maior consumidor mundial de agrotóxicos. Cada brasileiro consome em média 5,2 litros por ano e aqui são permitidas até mesmo substâncias que já foram banidas em todas as outras partes do mundo. Com isso, quem sofre é a nossa saúde. 

Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida luta por uma agricultura que valoriza a agroecologia. É um movimento da sociedade civil, apartidário, que reúne aqueles que prezam pela produção de um alimento saudável que respeite o meio ambiente. Para continuar seu trabalho, a Campanha precisa da sua contribuição. 
Assista ao vídeo de 4 minutos nesse linkhttp://catarse.me/pt/projects/851-transformacao-agroecologica-colaborativa  e ajude doando a partir de R$ 15.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

03 MESES DO PROGRAMA DE RÁDIO CULTIVANDO AGROECOLOGIA

Apresentadores João Paulo e Aracélia Azevedo


O Programa de Rádio Cultivando Agroecologia é uma idealização do Núcleo de Estudos em Agroecologia - NEA, e está no ar há 03 meses, através do apoio da Rádio Cenecista de Picuí,  tendo como apresentadores os alunos do curso de Agroecologia do IFPB - campus Picuí, João Paulo e Aracélia Azevedo que todas as quintas - feira das 20:00 às 20:30 recebem convidados e abordam temas relacionados a Agroecologia, sustentabilidade, agricultura familiar, etc.

O Cultivando Agroecologia é um programa de caráter interdisciplinar e multidisciplinar, desse modo se articula com estudantes, professores e professoras do curso de Tecnologia em Agroecologia, bem como os (as) agricultores e agricultoras, da zona rural do município de Picuí-PB, com o objetivo comum de trabalhar o entrelaçamento do ensino, da pesquisa e da extensão na construção do conhecimento agroecológico, mediados pela práxis de cada sujeito através de processos participativos.

Assim o programa de rádio está sendo um meio facilitador na divulgação de conhecimento técnico e científico para a comunidade rural. "Pretendemos” aproximar a universidade, o poder público, a sociedade civil organizada e os agricultores familiares.         Promovendo a construção do conhecimento agroecológico através dos alunos do  Núcleo de estudos em Agroecologia, interagindo com conhecimentos empíricos por parte dos agricultores familiares.




quinta-feira, 2 de agosto de 2012

FORRÓ NA SERRA DO ABREU


Caros colegas,


POR: JOSÉ RANIERI SANTOS FERREIRA
 

No próximo sábado, da 04/08, a comunidade Quilombola Serra Do Abreu realizará um grande forró autentico pé de serra com animação de Salin e Trio.
Alem de ser um momento de celebração das lutas e conquistas vivenciadas pela comunidade nos últimos tempos, tambem será uma grande oportunidade: de reencontro, de confraternização, resgate cultural e afirmação da capacidade coletiva de organização.
O CEOP está contriibuindo como pode.
A comunidade espera a presença de nós do curso de agroecologia e demais pessoas do IF, dada a contribuição deles sempre se dispondo a nos receber e compartilhar sua experiencia com o curso.
Venham dançar forró no chão batido embaixo do palanque de pendão!!!!!Com certeza vai ser um momento de muita alegria e diversão.
O forró terá início as 20 horas

Forte abraço, esperamos por voces.











quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O SEMIÁRIDO NÃO PRECISA DISTO


Seca histórica no país faz água virar moeda eleitoral

Campanha pretende erradicar do semiárido uma das mais indecorosas práticas políticas: a compra de voto em regiões afetadas pela estiagem

POR: Daniel Camargos e Luiz Ribeiro

Campanha lançada este ano às vésperas da eleição quer pôr fim a uma das práticas mais torpes da política no semiárido do país, que enfrenta a pior seca nos últimos 30 anos: a troca do voto pela água. Com o slogan “Não troque seu voto por água. Água é direito seu”, a Articulação do Semiárido (ASA), responsável pela campanha, dá o recado direto, uma vez que a lógica tacanha da compra de votos pode muitas vezes ser sutil. “Quem tem o poder define onde atender primeiro e isso penaliza muitas famílias por interesses políticos”, detalha a coordenadora da ASA em Minas, Valquíria Smith. O ideal, segundo ela, é que as ações sejam mais do que emergenciais. “Tem que ter água de graça e de qualidade. É a oportunidade de politizar esse debate”, afirma Valquíria. A ASA é uma rede formada por cerca de mil organizações da sociedade civil que atuam na gestão e no desenvolvimento de políticas para o semiárido.

Até o momento, 115 municípios mineiros decretaram situação de emergência devido à seca. A região do semiárido brasileiro é uma das maiores e mais populosas do mundo. Cerca de 22 milhões de pessoas vivem na área, o que corresponde a 12% da população do país, em 10 estados, sendo nove do Nordeste e parte de Minas Gerais. Em Minas, o semiárido compreende as regiões Norte e Vale do Jequitinhonha, onde vivem mais de 3,5 milhões de pessoas.



Uma das localidades mais atingidas pela atual estiagem é a Serra Geral de Minas, que abrange Porteirinha, Pai Pedro, Mato Verde, Monte Azul, Mamonas e Espinosa. O promotor eleitoral de Porteirinha, Ali Ayoub, responsável por cinco municípios, está vigilante: “A água realmente é um elemento muito importante na vida de qualquer cidadão. Somente quem não tem sente a falta que ela faz. Se alguém prometer água em troca de voto, isso constitui infração e crime eleitoral e tem que ser investigado”.


Nas eleições municipais de 2008, uma denúncia de compra de votos com a doação de caixa d’água provocou a cassação do prefeito eleito em São João do Paraíso, no Norte de Minas, José de Souza Nelci (PR), pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Um novo pleito foi marcado e Nelci foi impedido de concorrer. O agricultor Adrião Pereira de Oliveira, pai de oito filhos e morador do distrito de Barrinha foi o autor da denúncia. “Durante a campanha, veio uma pessoa aqui e falou: 'Vou te dar a caixa-d’água e gostaria que você votasse no Souza’”, lembra Adrião, que, prestou depoimento e declarou que não chegou a prometer o voto, embora tenha recebido a caixa d’água.


Em sua defesa, o ex-prefeito José de Souza Nelci rebateu as acusações, sustentando que a prefeitura distribuía material de construção e outros benefícios para a comunidade carente, mas dentro de um trabalho social contínuo, sem nenhuma relação com a campanha política. Disse ainda que Adrião Pereira recebeu a caixa-d’água de um integrante de uma igreja evangélica, que não tinha relação com sua campanha. “Minha cassação foi a coisa mais injusta que já vi na política”, alegou o ex-prefeito.
O coordenador do Centro de Apoio às Promotorias Eleitorais de Minas Gerais, promotor Edson Resende, ressalta que as denúncias que chegam ao conhecimento do Ministério Público são apenas uma amostra. “O fato de ter 10 denúncias, por exemplo, não significa que de fato tenha apenas isso”, pondera Resende. O promotor destaca que é recorrente candidatos apresentarem essa atitude no período eleitoral. “São fatos que lamentavelmente ocorrem”, afirma.


O promotor eleitoral Ali Ayoub reforça que os promotores da região estão atentos. “Acredito que a população do Norte de Minas já está bastante esclarecida sobre a necessidade de não trocar benefícios de qualquer natureza pelo voto. Mas é importante que todas as pessoas, ao tomar conhecimento de qualquer irregularidade, levem ao conhecimento do Ministério Público ou da polícia. Com os casos chegando ao conhecimento do Ministério Público, serão tomadas providências imediatamente”, assegura Ayoub.


Caminhão-pipa em curral eleitoral


A coordenadora da ASA, Valquíria Smith, explica que a motivação da campanha é a junção de dois fatores: uma das maiores secas do semiárido nos últimos 30 anos e o período eleitoral. “A troca de água por votos sempre foi prática no semiárido brasileiro. O caminhão-pipa vai ao local que tem um padrinho político ou interesses eleitorais”, denuncia. Enquanto a realidade não é modificada, com soluções que minimizem o problema da seca, como a construção de cisternas, o caminhão-pipa é uma necessidade nos períodos de estiagem.
A campanha da ASA convoca as famílias agricultoras, as organizações que atuam no semiárido e as comissões municipais da ASA nos nove estados do Nordeste e em Minas Gerais a se mobilizar para evitar o crime eleitoral. No fim de maio, a ASA também encaminhou um ofício à presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, solicitando o apoio da Corte à campanha. Oferecer benefícios em troca de água é crime pela Lei Federal 9.840/99, conhecida como Lei de Combate à Corrupção Eleitoral.


A coordenadora nacional da ASA, Marilene de Souza, conhece bem a realidade do Norte do estado, pois nasceu na região. Foi responsável pelo projeto de construção das cisternas para captação de água de chuva, modelo desenvolvido pela ASA. A iniciativa visa permitir aos moradores das comunidades rurais de regiões semiáridas acumular água que possa garantir o abastecimento durante o período crítico da estiagem. “Durante mais de 40 anos, o semiárido foi marcado pela troca de votos. Nesta época, em regiões como o Norte de Minas, centenas de comunidades rurais sofrem com a falta de água, ficando na dependência do caminhão-pipa. Com isso, cria-se uma oportunidade para os maus políticos trocarem água pelo voto. É isso que queremos impedir com a campanha”, afirma a coordenadora.
Marilene destaca que o objetivo da mobilização é “conscientizar as pessoas que a água é um direito delas e que não pode ser trocada por alinhamento político ou por votos”. Ela ressalta que as atenções dos envolvidos na campanha se voltam para as regiões mais castigadas pela seca, onde, ao mesmo tempo em que centenas de pessoas lutam para conseguir água que chega pelo caminhão-pipa, candidatos a prefeito e a vereador se engalfinham para conquistar votos, muitas vezes na base do vale-tudo eleitoral.
No Piauí, a troca de votos por benefícios preocupa tanto que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tem um comitê de combate à corrupção eleitoral – o estado é a unidade da federação com o maior número de prefeitos cassados na Lei Ficha Limpa. Até o início do mês foram mais de 55. Este ano, o Ministério Público estadual também elaborou cartilhas de conscientização. Também vai realizar até setembro palestras em escolas, associações e sindicatos, com a ajuda de promotores de Justiça nos municípios.


Pacote estiagem


No começo do ano, o governo federal anunciou um pacote de R$ 2,7 bilhões para enfrentamento aos efeitos da seca no Nordeste e em Minas. Desse total, R$ 200 milhões são destinados ao pagamento do Bolsa Estiagem, programa voltado aos pequenos agricultores, e R$ 500 milhões para o Garantia-Safra. Foram recuperados ainda, 2,4 mil poços artesianos ao custo de R$ 60 milhões. Para a Operação Carro-Pipa, foram destinados R$ 164 milhões, beneficiando mais de 2 milhões de pessoas.

Famílias agricultoras retomam cultivo da batatinha no Agreste da Borborema


A chegada das chuvas na Paraíba alimenta a esperança das famílias e fortalece as estratégias de produção da batata agroecológica nos 16 municípios que fazem do Polo da Borborema. Desde 2010, os agricultores da região vêm experimento novas variedades de batata, cultivadas sem uso de adubos químicos ou agrotóxicos.
Introduzida na região do agreste paraibano na década de 1930, a batata inglesa teve sua produção ampliada nas décadas de 70 e 80 por meio de incentivos governamentais condicionados à monocultura e a compra de sementes melhoradas, além de uso dos agrotóxicos e fertilizantes químicos.
“Quando a gente fazia empréstimo no banco já vinha o dinheiro para cada coisa. Tinha o dinheiro para o estrume, para o adubo e o derradeiro era para os venenos. A gente tinha que levar a nota fiscal dos venenos para receber os empréstimos. Os técnicos vinham aqui e diziam que tinha que colocar tal veneno para matar tal praga”, relembra o agricultor Tarcísio Vieira.
Nascido e criado no Sítio Cambucá, município de Lagoa de Roça-PB, onde mora com a esposa e dois filhos, o agricultor cultiva batata desde os 13 anos. Recorda que com os empréstimos para os fertilizantes químicos e agrotóxicos viu muita gente endividada. “Eu mesmo tive que me desfazer de três vacas e um touro para pagar um empréstimo. Ninguém aguentava a inflação. Então, eu me abusei de banco e nunca mais quis saber empréstimo para plantar nada”, destaca Tarcísio.
Assim como ele, muitos agricultores foram desencorajados a pegar novos empréstimos para financiar as plantações. Sem reservas para custear as lavouras, a batata foi substituída por novas culturas. Mas com a possibilidade de cultivar a batatinha de forma ecológica, os campos, que antes vinham sendo ocupados apenas por milho e feijão, voltaram a ser recobertos com o verde escuro das folhas do tubérculo.
“Em 2011, a produção de batatinha agroecológica foi muito boa. Eu mesmo plantei oito caixas da batata Elisa e lucrei 80 caixas, com 30 quilos cada. Uma batata de excelente qualidade usando apenas esterco do gado e biofertilizante. Para combater os fungos, que dão o queima da folha, usei somente calda bordalesa, que fizemos aqui em casa numa oficina realizada para uns 10 agricultores do município”, explica Vieira.
Novo aprendizado: seu Tarcísio aplica biofertilizante no plantio da batatinha
Em 2012, 88 famílias paraibanas, residentes nos municípios de Montadas, Areial, Esperança, Remígio, Lagoa de Roça, Lagoa Seca e Puxinanã plantaram mais de 1200 caixas de sementes que estavam armazenadas no frigorífico em Esperança, outra conquista do grupo de bataticultores. A organização dos agricultores fez com que adaptassem a estrutura para a realidade da agricultura familiar.
A nova forma de plantar e cuidar dos roçados agroecológicos articula as atividades da Comissão Territorial responsável pela condução desse trabalho de revitalização da batatinha na região. A comissão é composta por um conjunto de entidades parceiras como o Polo da Borborema, a EcoBorborema, a AS-PTA, a Secretaria Estadual da Agricultura Familiar, a Embrapa, a Emater e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB).
O empoderamento das famílias agricultoras
Para Ailton Guilhermino Dias, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa de Roça-PB, o mais importante é o empoderamento dos agricultores neste processo. As oficinas para produção de biofertilizante e a calda bordalesa, tem ampliado o saber-fazer dos agricultores e diminuído a dependência dos produtores em relação à indústria de agrotóxico, tornando-os autônomos. Hoje as famílias já reconhecem a produção dos biofertilizantes, como atividade fundamental para melhoria da qualidade das plantas e dos solos, recompensando em aumentos da produtividade.
“Não tem como comparar um produto natural, feito pelo próprio produtor que está respeitando o meio ambiente, preservando a terra. Nós do Sindicato ficamos muito satisfeitos em saber que o agricultor está produzindo sem veneno. Outro ponto que merece destaque é que a maioria dos produtos que formam o biofertilizante é retirada da propriedade do agricultor. Mas, o mais importante é que essa experiência está sendo repassada de agricultor para agricultor”, destaca Ailton.
De acordo com Emanoel Dias, assessor técnico da AS-PTA, as famílias estão apostando na produção agroecológica, que valoriza o saber das famílias, que respeita a saúde dos solos e das famílias produtoras, que não contamina os ecossistemas. “O cultivo da batatinha agroecológica da Borborema vem sendo articulado de forma bastante participativa, por meio da realização de ensaios de competição, debates sobre a importância econômica da cultura, as oficinas de produção de biofertilizante e do manejo ecológicos dos solos”, enfatiza Dias.
Essas atividades têm o apoio do Projeto Terra Forte, realizado pela AS-PTA e cofinanciado pela ICCO e pela União Europeia.